LAJEOSA DO MONDEGO
Cuidado ao entrar neste território altamente apaixonante… pode ter vontade de ficar indefinidamente, e tem boas razões para prolongar a sua visita. A Lageosa do Mondego parece ter surgido para acompanhar a Ribeira da Cabeça Alta na sua entrada no Rio Mondego, num perene casamento que pôs toda uma aldeia sempre em festa. As margens férteis da ribeira são razão de sobra para continuar no duro cultivo das terras que aqui se tornam generosas para rebanhos e para as gentes que as tratam. Terras que foram renda durante séculos de famílias brasonadas, como bem se comprova pela aldeia fora, nos solares com pedras de armas e nas casas ricas que se espraiam junto às grandes lajes de granito que deram nome ao lugar.
Na Lageosa há sempre motivo para celebrar a vida em comunidade. A Estrada Nacional N16 imprimiu uma dinâmica no movimento da aldeia muito dependente do seu próprio serpentear, onde estavam instalados os serviços e onde ainda hoje encontramos os principais pontos de restauração e lazer, desde os cafés, os restaurantes, as piscinas. Atreva-se a vir à Lageosa para ser Lageosa! Aproveite a Zona de Lazer da Lageosa do Mondego, para repousar e descontrair na aldeia. Aventure-se pela aldeia, para ver os solares brasonados, como o Solar Aragão Machuca. Peça indicações aos habitantes para lhe mostrarem onde ficam as poldras para ir ver a Ribeira no seu sobressalto ou para lhe indicarem o Caminho para a Pedra da Cabeça Alta.
APRESENTAÇÃO DO PERCURSO
O percurso segue ambas as margens da exuberante Ribeira da Cabeça Alta, cuja fertilidade ditou séculos de manejo agro-pastoril nas freguesias que atravessa. Logo à saída da Lajeosa, é possível contemplar o casario da aldeia, onde se impõe o Solar dos Osório Machuca e a própria ribeira que se estende para a sua foz no Mondego.
O magnetismo do curso de água sente-se ao percorrer a sua margem, interposta pelas numerosas quintas preenchidas de vida, quer das produções agrícolas quer dos rebanhos que aí pastoreiam, sempre seguidos pelos seus guardiães de quatro patas.
À medida que se avança, impõem-se na paisagem à esquerda o Monte Verão e à direita a Serra do Ralo.
Ao passar a Ribeira, o trajeto progride para Vale de Azares, partilhando um troço do Caminho de Santiago por um dos lugares da freguesia, o Grichoso.
Depois de passar uma das alminhas que pontuam estes territórios, entramos no caminho rural que nos conduz ao Estádio de Vale de Azares, que se alcança por estrada alcatroada, para reentrar nas pastagens deste vale da Estrela. Entramos num trilho ladeado por muros de pedra, barreiras ancestrais que apetece calcorrear, principalmente na época das amoras, por onde se espreitam largas pastagens e olivais.
Regressa-se à Lajeosa, passando pelo seu Calvário e percorrendo parte do seu casario, para voltar ao ponto de partida: o prazer de poder desfrutar da ribeira da Cabeça Alta e da frescura que ela traz da Serra.








