União de Freguesias de Celorico da Beira (São Pedro e Santa Maria) e Vila Boa do Mondego

União de Freguesias de Celorico da Beira

População: 2387

Área: 4071

Festividades

Festa de Sto. António (13 de Junho)
Festa de S. Pedro(29 de Junho)
Festa da Vila (Setembro)
Festa da Sta. Luzia (Dezembro)
Festa de São João (24 Junho)
Festa do Espinheiro
Festa da Vila (Setembro)
Festa do Menino Jesus (Janeiro)
Festa de Sto. António (Agosto)
Festa do Emigrante (Agosto)
Feiras
Anual - Romaria / Feira Anual de Santa Eufêmia (16 de Setembro)
Quinzenal - Feira do Queijo (6ª feira)
Semanal - Mercado (3ª feiras)

Notas Históricas

S. Pedro é uma das três freguesias da zona urbana de Celorico da Beira. Anteriormente existiam na vila de Celorico da Beira quatro freguesias: Sta. Maria, S. Pedro, Sto. André e S. Martinho.

A freguesia de S. Martinho foi extinta em 1834 e incorporada na freguesia de S. Pedro, o que criou uma série de dificuldades na divisão das freguesias em Celorico da Beira.
Hoje é a freguesia da Vila de Celorico da Beira que alberga a maior parte das infra-estruturas e dos serviços.
A este facto não é alheio certamente o ordenamento do espaço físico da Vila, cuja freguesia de Sta. Maria, que se estende em torno do Castelo, parte mais antiga de Celorico da Beira, com todos os seus condicionantes físicos não permite o desejado crescimento e, enquanto a freguesia de S. Pedro, na parte exterior, permite a expansão da construção segundo as necessidades apesar de tudo crescentes.
S. Pedro é uma freguesia dinâmica, em constante movimento, a tomar como exemplo para muitas vilas de idêntica dimensão no nosso Portugal, oferecendo serviços e trabalho à maior parte dos habitantes da Vila de Celorico da Beira.
Alberga a parte mais moderna da vila. Desta freguesia fazem parte o Largo da Corredora, o Cinema-Centro Cultural, o Mercado do Queijo e a Escola C + S de Sacadura Cabral.
Com as suas escolas e gentes jovens a elas associadas, com as suas feiras, mercados, comércio e seus compradores e vendedores, com os seus serviços e sua procura, a freguesia vive um quotidiano de Vila do interior, apenas quebrado em dias de festa. O visitante que pretender fazer um passeio pela freguesia, poderá fazê-lo, talvez, indo ao encontro das suas igrejas e capelas, passeando-se nas ruas e largos, desfrutando no Bairro da Corredora de um ponto de contemplação da freguesia de Sta. Maria e do Castelo de Celorico da Beira.
Os mais ousados sonhadores, poderão mesmo tentar reviver o cerco ao Castelo no ano de 1246. Ano em que era alcaide em Celorico Fernão Rodrigues Pacheco, que jurou fidelidade a D. Sancho, depois que o seu irmão Afonso III o derrubou do torno, cercando o Castelo de Celorico da Beira onde se encontravam as tropas e gentes do alcaide de Celorico.


Área

1595 ha

População total – Censos 2001

Indicador

Período

Unidade

Variação

1991

2001

%

População Presente HM

1 017

1 143

indivíduos

12,4

População Presente H

450

551

indivíduos

22,4

População Residente HM

1 064

1 169

indivíduos

9,9

População Residente H

482

561

indivíduos

16,4

Famílias

369

438

18,7

Alojamentos

581

662

13,9

Edifícios

471

487

3,4

Instituto Nacional de Estatística

Anexas
Espinheiro – Lameiras
Barco – Vila Longa

Infra-estruturas educativas
Jardim de Infância (particular)
Jardim de Infância Sta. Maria
Escola Primária Sta. Maria
Infra-estruturas de saúde

Serviços Médicos particulares
Farmácia

Infra-estruturas sociais desportivas e culturais
Sede de Junta de Freguesia de Sta. Maria
Casa do Povo do Espinheiro
Casa Museu / Biblioteca (a instalar brevemente)
Polivalente de Sta. Luzia

Locais a visitar
Castelo de Celorico da Beira
Igreja de Sta. Maria – Igreja da Misericórdia
Capela Sta. Luzia – Ponte da Lavandeira
Relógio da Torre – Calçada Romana
Cruzeiro

Constituindo uma das três freguesias da zona urbana de Celorico, outrora também designada Nossa Senhora da Guia, Santa Maria domina a parte mais antiga da Vila, com o seu imponente Castelo, zona histórica e a privilegiada panorâmica sobre o Rio Mondego.
Vila de fundação antiquíssima, atribuí-se-lhe a sua origem aos túrdulos, 500 A.C.. Foi palco de diversos povos: romanos, godos e árabes. Igualmente foi palco de diversas lutas, num lugar glorioso do passado.
A origem do seu nome não é clara, pretendendo uns que a sua designação pertença ao seu fundador, Brigo que fundou Celiobriga. Outros, pelo contrário, dizem que o nome de Celorico advém das suas antigas designações Sol Rico ou Zelo Rico ou Celo Rico ou Céu Rico em referência à fertilidade do solo, fidelidade das suas gentes ou da agradável paisagem.
Conquistada aos mouros, no reinado de D. Afonso Henriques, por D. Mourinho Dola, seu primeiro Alcaide, foi assediada diversas vezes pelos castelhanos, tendo sido uma delas em 1189, quando era Gonçalo Mendes seu alcaide – mor, irmão do alcaide de Linhares. Facto que ficou presente nas armas das duas Vilas.
Segundo a tradição, os castelhanos entraram em Portugal, cercaram e tomaram diversos castelos, trazendo como lema aprisionar o alcaide-mor de Celorico. O alcaide de Linhares, irmão do de Celorico, sabendo da notícia por um amigo que tinha em Castela, juntou homens de armas que foram em socorro do alcaide de Celorico.
Ao chegarem a Celorico, apanharam os castelhanos pela retaguarda, que se preparavam para cercar o Castelo.
Em 1245, mantendo-se Celorico fiel a D. Sancho II, foi cercada por D. Afonso III, que quase tomava a praça pela fome, não fosse a astúcia do alcaide Fernão Rodrigues Pacheco, servindo uma truta que uma ave deixara cair, quando sobrevoava o Castelo.
A freguesia de Sta. Maria oferece ao visitante um conjunto de casas e ruas dispersas em redor do seu castelo, que fazem recordar tempos antigos de batalhas e fortificações gloriosas, na defesa do território.
Rica pelo seu património edificado e cultural podemos recordar o passado nas suas gentes, oficinas de portas abertas para calçada, profissões antigas e com graves problemas de herdeiros, seguidores das mesmas, como o latoeiro ou o alfaiate.
O largo de Sta. Maria rodeia o visitante de uma beleza ímpar, na sua Casa Brasonada, ou ainda na sua Torre do Relógio.
Gozando de maravilhosa paisagem para o rio Mondego, vê-se ao fundo, no vale, a Ponte da Lavandeira, local de grande beleza, propício ao lazer, à contemplação da natureza e á pesca.
As gentes desta freguesia, vivem um dia-a-dia divididas entre as necessidades da civilização e a beleza de um cenário medieval.
Acordam da sua rotina, de sobressalto, para entrarem nas Festas da Vila e verem a Marcha de Sta. Maria deslumbrar tudo e todos com o seu desfile, cantando e mostrando a alegria e beleza dos seus trajes, preparados com grande azáfama e secretismo, alguns meses antes do dia festivo.


Área

1096 ha

População total – Censos 2001

Indicador

Período

Unidade

Variação

1991

2001

%

População Presente HM

157

155

indivíduos

-1,3

População Presente H

70

75

indivíduos

7,1

População Residente HM

158

152

indivíduos

-3,8

População Residente H

71

73

indivíduos

2,8

Famílias

69

78

13.0

Alojamentos

191

159

-16,8

Edifícios

191

159

-16,8

Instituto Nacional de Estatística

Distância à sede de concelho
5 Km

Infra-estruturas educativas
Escola Primária de Vila Boa do Mondego

Infra-estruturas sociais desportivas e culturais
Sede da junta de freguesia
Associação Cultural e Desportiva de Vila Boa do Mondego
Associação de Melhoramentos de Vila Boa do Mondego
Campo de Futebol de Vila Boa do Mondego
Ringue de Futebol de Salão
Assistência Domiciliária 3ª idade

Locais a visitar
Igreja Matriz
Fonte dos Namorados
Chafariz – Cruzeiro – Ponte
Capela de Santo António
Lapa dos Lobos
Lapa dos Mouros / Cerdeiros

Situada à saída da sede do concelho, na estrada 16 que liga Celorico a Fornos de Algodres e se dirige a Viseu, Vila Boa do Mondego confronta com as freguesias de Casas de Soeiro, Cortiçô da Serra e Mesquitela no concelho de Celorico. Mas divide este mesmo concelho com as freguesias de Vila Soeiro do Chão e Figueiró da Granja no concelho de Fornos de Algodres.
Distando 5 km de Celorico da Beira, fica situada na margem esquerda do rio Mondego.
Denominada antigamente Vila Boa, já foi chamada também pelo nome de Jejua, voltando agora à primeira designação, acrescentando-lhe-se o nome de Mondego.
Teve Foral particular, dado por D. Martim Peres, a quem pertenceu.
Antiga aldeia, aqui se cultivava o linho e se faziam também bonitas mantas de farrapos. Rica em profissões antigas, também possuí, funileiros, louceiros, sapateiros…
Porém, hoje as suas gentes vivem da agricultura, encontrando na criação de animais (ovinos) a sua principal riqueza, com a venda da respectiva carne e, sobretudo, com a produção do afamado queijo.
Provenientes dos seus solos ricos, a batata e o milho constituem as principais produções hortícolas, sendo a maçã a principal produção frutícola.
A floresta, que ocupa a maior parte da área da freguesia, pertenceu outrora ao pinheiro, que tem vindo a desaparecer devido aos fogos.
No rio, que ocorre a seu lado, permite aproveitar de uma forma diferente uma tarde de Verão, desfrutando dos poços existentes e das suas margens, para um piquenique com a família ou os amigos, um mergulho nas águas quentes e repousar à sombra das árvores.
A actividade da pesca também não pode ser esquecida, oferecendo excelentes lugares para a pesca do barbo, truta e enguias, que povoam as suas águas.
A caça ao coelho, lebre, perdiz, existente na parte florestal é também outra actividade de lazer que se pode praticar nos limites da freguesia de Vila Boa do Mondego. Depois há todo um conjunto de coisas que nos convidam em Vila Boa do Mondego, um lugar onde nos sentimos bem. É o convívio das suas gentes, onde a tradição se sente bem viva, são os lugares da Lapa dos Lobos, Lapa dos Mouros ou Cerdeiros, onde se podem ver duas grutas antigas. A ponte romana e a ribeira de Linhares, que ali desagua. A Igreja matriz, a fonte dos namorados e a capela de Santo António, muito querido pelos habitantes de Vila Boa do Mondego.

Lendas e Tradições

Se fores a Celorico
Não te esqueças d’ir à praça
Dá a volta por S. Pedro
Vem à Senhora da Graça.

Adeus Vila de Celorico
Adeus largo do Outeiro,
Quem nele tomar amores
Há-de ter o pé ligeiro.

Oliveiras do Rocio
Não sei como não quebrais;
Onde vão ter meus suspiros
Onde combatem meus ais

———Santa Maria———

Ó lugar de Celorico
Ao cimo e ao fundo

Ao cimo tomam o brio
Ao fundo a presunção

Passarinho que vais voando
Pros lados de Celorico
Leva uma carta ao meu amor
Atravesada no bico

Ó castelo de Celorico
Onde existe o segredo
Dentro dele ninguém entra
S’tá lá o Fernão Pacheco

A Rua Nova e o Castelo
São dois amantes leais
Quando o castelo tem penas
Rua Nova dá sinais

Então porque não, porque não
Então porque não há-de ir
 A ladeira do Castelo
É alta custa a subir

Ó vila de Celorico
Num alto bem situada
Quem te quiser passear
Há-de subir a calçada