União de Freguesias de Açores e Velosa

População: 466

Dista da Sede de Concelho: 13 km

Área: 2082

Festividades

Açores
Festividades
Festa da Sra. do Açor (2ª feira de Pentecostes)
Romaria à Sra. do Açor
(10 dias após o Pentecostes)
Festa da Sra. Assunção (15 de Agosto)
Festa de Sto. António (13 de Junho)

Feiras e Mercados
Anual - Feira de Gado (5ª feira da Ascenção)
Mensal - terceiro sábado

VELOSA
Festividades
Anualmente, no primeiro fim-de-semana de Agosto, realiza-se a Festa de Nossa Senhora dos Prazeres. Durante três dias é animada com concertos musicais e com a tradicional Banda Filarmónica. Decorrem ainda jogos tradicionais ( Malha e Galo), animação de rua, fogo de artifício e jogos de futebol.

Notas Históricas

AÇORES

Antiga vila, Açores conserva ainda traços da sua longevidade. Situada a Nordeste de Celorico da beira, confronta com freguesias do Baraçal, Velosa, Ratoeira e Lajeosa do Mondego no concelho de Celorico da Beira e Vila Cortês do Mondego e Sobral da Serra no concelho da Guarda.
Outrora designada por Freixial, a actual designação deriva da ave com o mesmo nome, associada aos mitos em torno da Senhora do Açor. A freguesia é constituída pelos aglomerados de Aldeia Rica e Açores.

Açores terá sido uma importante fortificação antiga, tendo sido identificado o castro de Açores, tendo a actual aldeia sido edificada a partir do castro existente ou expandindo-se em seu redor. Pode assim inferir-se com alguma segurança que constituiu um importante santuário dos visigodos, um dos povos “godos”  (chamados bárbaros) que dominaram grande parte da Península nos séculos VI e VII d.C.. Encontra-se sepultada na Igreja uma princesa visigoda – Suintiliuba –, datada de 666 d.C. (704 era de César).
Na medievalidade, dividia-se em duas partes: a vila que se governa conforme a sua jurisdição e a lameira à qual pertenciam os lugares da Aldeia Rica e Massa. Em 1758 tinha 10 fogos com uma população de 10 homens e 13 mulheres.

A freguesia de Açores tem vindo a perder população, fruto da emigração para países como os Estados Unidos da América, Suíça e França, principalmente. Os que ficaram retiram principalmente à construção civil e ao comércio de produtos agrícolas, o sustento do dia a dia.

A produção da batata e a pecuária, com o seu expoente máximo no famoso queijo de ovelha, constituem a base da actividade agrícola. O presunto também tem grande importância na freguesia, sendo o lugar de Aldeia Rica o principal responsável pela produção de queijo e presunto na freguesia.

A aldeia desenvolveu-se a partir de um amplo e muito agradável espaço verde – o Largo de Açores. Situado à entrada da aldeia (no sentido da Lajeosa), o largo recebe o visitante através de “corredores” delimitados por belas árvores de copa imponente que desembocam no Largo do Pelourinho e Solar dos Cabrais. Assume também este largo o papel de palco principal das festas e eventos que preenchem o calendário local. Serve ainda de pano de fundo à realização do mercado mensal no qual se transacciona grande variedade de produtos.
Em suma, a terra de Açores que outrora foi uma relevante vila é hoje aldeia importante pelo seu importante largo, património histórico-cultural que nos faz a todo o momento recuar no tempo.

A lenda da Senhora do Açor

“O Açor e o Pagem“
Um rei cristão que veio de longe em peregrinação à senhora do Açor fazia-se acompanhar por um pagem que em determinada altura, segurava um açor destinado à caça de altanaria . Porém, o pagem descuidou-se e a ave fugiu das suas mãos pelo que irritou grandemente o monarca, que de pronto sentenciou que lhe fosse cortado um braço . O seu criado vendo-se aflito, pediu auxilio à Senhora que atendeu o pedido do pagem fazendo com que o açor viesse de novo pousar milagrosamente no braço do criado, safando-se este da mutilação .
“A lenda do aparecimento da Senhora ao Rústico da Vaca”
Havia um pastor que ia a passar com uma vaca num largo, que antigamente existia, junto ao edifício escolar; pelo que a vaca se assustou, desviando-se do trilho de pedra, que permitia a travessia, indo cair no largo, pelo que o pastor na impossibilidade de salvar a vaca, invocou a Senhora, que fez com que as águas se separassem e eles pudessem sair do lago .

 “A lenda da Batalha da Penhadeira”
Em 1187, um poderoso exército castelhano, entrou em Portugal, invadindo e apoderando-se de vários castelos beirões. Quando estavam já em retirada foram surpreendidos por um pequeno exército, chefiado pelos alcaides de Trancoso e Celorico da Beira, que com ajuda da virgem venceram os castelhanos, nessa noite em que a Lua e as Estrelas deram mais brilho.
Desta lenda surgiu a romaria à Senhora do Açor.

“A tradição das carrascas”
O culto fálico tinha até a algumas décadas uma certa “vitalidade”, porque no sítio das carrascas existe uma pedra grande (laje) para “escorregar”, onde as raparigas desciam sentadas numa giesta e segundo a posição em que ficavam, assim supostamente descortinariam o seu futuro.

Toponímia

Topónimos religiosos: calvário.
Zoologia: pombal, raposeira.
Instituições:
Dordem: propriedades outrora pertencentes à Ordem dos Templários, que teve domínio directo nestes lugares, conforme se depreende das Inquirições de D. Dinis.
Tapada da Cadeia: existiu nesta antiga vila prisão, apontando-se ainda até há poucos anos a casa destinada a esse fim.
Sangalhos: antiga medida de pão que constava de cinco celamins.
Indústria:
Panela: lugar em que se encontraram milhares de pedaços de tégula e outros fragmentos de cerâmica, remontando ao domínio romano.
Várias:
Barreto: os Barretos de Góis tiveram aqui importantes propriedades, sendo senhores da casa Solarenga da Lameira.
Vale do Fojo: nos documentos medievos aparece muitas vezes a frase: fogio lopale fogium de lupo.

VELOSA

A freguesia de Velosa ocupa um dos extremos do concelho de Celorico da Beira. Faz fronteira a Norte e a Oeste com as freguesias de Maçal do Chão, Baraçal e Açores. A Sul e Este com as freguesias de Vila Franca do Deão e Sobral da Serra, do concelho da Guarda.
É uma das mais pequenas povoações do concelho, com cerca de 150 habitantes. Fica a 13 km da sede do concelho, sendo servida pela EM 557. Tem ainda ligações a outras localidades dos concelhos da Guarda e Trancoso.
Ignora-se o seu primitivo nome, perdido nas brumas do tempo. Da denominação actual diz-se só ter sido adoptada a partir de D. Fernando. No entanto, isto poderá não ser totalmente verdade, pois já anteriormente ao seu reinado o local era conhecido por Avelosa.
É certo que existe uma lenda que lhe dá uma explicação interessante.
Muito antes da formação da monarquia, quando um rei Godo veio ao Freixial (actual Freguesia de Açores), aconteceu na Igreja desta localidade um incidente com um açor. Conta-se que a fuga do pássaro ia custando a vida ao pagem que o havia deixado escapar. Ficou conhecida como a Lenda do Açor.
A ave, ao sentir-se em liberdade, tomou a direcção leste e, veloz, voou até um lugar da actual freguesia que assim se passou a chamar Velosa. Esta é a Lenda que o povo não deixa esquecer, transmitindo-a de geração em geração.
Historicamente, sabemos que em 1368, nas calamitosas guerras civis que ensanguentaram a Espanha, Henrique Transtamara, vencedor da contenda, não hesitou em assassinar seu irmão Pedro, “o Cruel”. Os partidários deste último procuraram a salvação refugiando-se em Portugal. A todos D. Fernando acolheu benignamente. No entanto, destacava-se, entre outras, a presença em Portugal do fidalgo galego António Veloso, descendente do Conde D. Rodrigo, Senhor da Ribeira e Cabreira, em Espanha. A ele foi entregue pelo Rei Formoso esta Povoação, que desde então passou a tomar o seu nome. Mais tarde foi elevada à categoria de Vila com a designação de Velosa.
A origem etimológica deste nome está, para além da lenda, numa corrente geralmente aceite, segundo a qual este étimo se filia na exuberância capilar ou “cabeludo”. Há também quem lhe dê uma significação gótica, dividindo-o em duas palavras – “Vill” e “Oso”. A primeira, “Vill”, significa o maior, primogénito, mais velho, chefe, poderoso ou mais forte; a segunda, “Oso”, significa casa, domínio, estado, solar, família ou tribo. Com o decorrer do tempo, o “Vil” transformou-se no português e anteriormente no galaico, em “Vell”.
Existem na Velosa muitos locais de interesse histórico e de lazer. Por todo o lado reina a calma… o som do vento, o canto dos pássaros, os rebanhos que por ali se apascentam, a surpresa do voar súbito de uma perdiz ou o salto brusco de um coelho.
O granito é visível nas suas serras, com imensos penhascos e barrocos, daí as populações vizinhas a designarem também de “Barroqueiros”.
A freguesia da Velosa tem hoje muitas quintas centenárias abandonadas. Apesar de não serem muito grandes nem terem as casas bem conservadas, possuem pastos ricos e terrenos férteis. Quase todas elas possuem um forno onde era cozido o pão, os tradicionais biscoitos e os afamados cabrito e borrego de raça bordaleira (uma raça de ovelhas cujo leite tem características únicas para a produção do queijo Serra da Estrela e requeijão, que também se encontram na Velosa).

Podemos também encontrar na Serra da Velosa pedras que serviam para espremer ou pisar as uvas, substituindo os lagares ou tinas no fabrico do vinho.

“Quase todas as Famílias produzem vinho para gasto de casa”.

Esta freguesia é banhada por uma ribeira que fertiliza os seus campos. O vale sobre o qual corre é muito fértil, produzindo em abundância todos os géneros alimentícios próprios da região. É por isso considerada uma das freguesias onde a população vive melhor. Na direcção Norte estende-se a Lameira, logradouro público de grande extensão onde se faziam as malhas e o mercado mensal.

Do património cultural e paisagístico da Velosa destaca-se o Calvário, onde em tempos se praticavam actos de culto e de onde se pode desfrutar de uma panorâmica magnífica da freguesia: a Fonte, onde no passado a população se abastecia de água fresca e cristalina; a Ribeira, fértil em pequenos peixes e utilizada também para lavagem de roupa.

Existem ainda na serra algumas sepulturas antropomórficas e até um abrigo de montanha onde os pastores se abrigavam das intempéries com os seus rebanhos.

Sendo uma aldeia rural situada entre duas montanhas, a Velosa pode tornar-se num ponto turístico de referência, quando alguns projectos da Junta de Freguesia e Associação de Melhoramentos estiverem concluídos. Falamos da recuperação da zona ribeirinha – onde já existe o açude, para que as pessoas se possam refrescar; do polidesportivo para prática de Ténis, Futebol, Voleibol, Andebol e Basquetebol.
Com uma economia assente na agricultura e um quotidiano rural, a Velosa oferece ao visitante a contemplação do seu bonito património arquitectónico e paisagístico e a beleza de um ambiente Beirão nas suas casas e ruas.

Na Velosa existe hoje uma Associação de Melhoramentos. Fundada em 26-12-1991, o seu trabalho visa o desenvolvimento da Freguesia e do Concelho, apoiando a terceira idade, os jovens e os mais necessitados. Para isso, criou um Centro de Dia com apoio domiciliário, que funciona na sede da Junta. Construiu uma sede, com um Salão para convívios e actividades culturais e um polidesportivo. Dispõe ainda de um veículo de nove lugares, instrumento importante para ajudar a desenvolver a sua actividade.
Visite a Velosa, procure investir e ajude a desenvolvê-la.
A 3 Km da A25, 13 Km de Celorico da Beira e 18 Km da Guarda fica perto de tudo.

Tradições
A maioria das tarefas agrícolas eram feitas em comunidade, trocando-se os dias entre os vizinhos e amigos. Depois da cesta juntavam-se nos quintais para escamisar e malhar o milho, o feijão, o grão e outros produtos.
O cereal era malhado nas lajes particulares e na Lameira – local público onde eram feitas a maioria dessas tarefas.
Ao serão esboroava-se o milho e contavam-se histórias, sempre acompanhadas de danças e cantares ao toque da flauta, guitarra e realejo. A matança do porco é outra tradição que sempre se manteve. Ainda hoje os amigos se juntam neste dia, onde não faltam jogos de cartas, bons petiscos e bom vinho.
Mas há mais:

  • No dia 1 de Novembro, dia de Todos os Santos os jovens pedem de porta em porta o Santoro;
  • No dia 24 de Dezembro acende-se o Fogo de Natal no largo da Igreja com a lenha que os rapazes cortam;
  • A 1 de Janeiro, pedem-se as Janeiras;
  • No Carnaval deitam-se as Bugalhas para dentro das casas;
  • Na Quaresma a população joga a Pela e a Malha;
  • Também o Magusto, costuma ser uma tradição na nossa terra…

“Batalha do Barroco da Penhadeira”
Leva-nos a história até ao tempo de D. Sancho I. Depois de os leoneses terem invadido e ocupado parte dos castelos da Beira, dá-se uma batalha, ao que se sabe, no Vale da Penhadeira. Foi aí que, numa noite de lua nova, os portugueses derrotaram os leoneses, depois de invocarem a Senhora do Açor.
O Vale da Penhadeira é um lugar que existe no limite da freguesia. O local prestava-se a acções desta natureza por constituir uma passagem estreita na qual todas as surpresas eram possíveis, sobretudo se tomarmos em conta os processos guerreiros da época.
Também no mesmo local se encontra um penedo, o célebre Barroco da Penhadeira. É uma enorme pedra que se encontra aberta ao meio, facto para o qual o povo encontrou uma explicação curiosa:

A História da Fenda no Barroco da Penhadeira
Consta que em outros tempos havia uma velha que vivia na Mizarela (freguesia do concelho da Guarda) e que tinha uma excelente cerejeira. Dia e noite, a velha guardava a sua preciosa árvore e nenhum ser vivo ousava roubar-lhe as deliciosas cerejas. Mas, eis que um dia, um atrevido e preto melro de bico amarelo ousou roubar-lhe, descaradamente, uma cereja. A velhinha ficou furiosa e, de espada de cortiça em punho, perseguiu o melro que fugia com a cereja no bico.
A perseguição durou até ao lugar da freguesia da Velosa, a cerca de 15 quilómetros. Foi aí que o audaz melro pousou num penhasco, o Barroco da Penhadeira. Assim que a velha o viu pousado, exausto, avançou para ele com tal determinação, brandindo a sua espada de cortiça. De súbito, desferiu um tamanho golpe. Não acertou no melro que na hora se escapou, mas sim no barroco, abrindo-o ao meio.

Velosa, uma freguesia situada num vale entre duas serras cheias de grandes penhascos e barrocos, (daí as populações vizinhas a designem também de Barroqueiros)

Barroqueiros da Velosa
Onde tendes vós a fama?
É só no Santo Prior
E na Capela de Santa Ana.”

Há canções muito antigas que transmitem histórias e lendas do lugar…

Canções
I
“Minha Terra é Velosa, bonita e hospitaleira
Bem situada e airosa no vale da Penhadeira.”
Ora Bate Bate, Cantava ao Poupinha.
Ora Bate Bate, a Poupinha cantava.
Ora Bate Bate, Cantava a Poupinha…
Poupai Poupai que eu sou pobrezinha.
Tens os Campos verdejantes…Vinhedos e Olivais
Ribeira de águas cantantes…Por entre touros trigais.
Ora Bate Bate Cantava o Cuquinho.
Ora Bate Bate o Cuquinho Cantava.
Ora Bate Bate Cantava o Cuquinho.
Cucu Cucu no alto do Ninho.
Minha Terra é Velosa…Barreirinhas a subir
Quem nela Tomar Amor…Vai ao Céu e torna a vir.
Ora Bate Bate Cantava o Grilinho
Ora Bate Bate o Grilinho Cantava
Ora Bate Bate Cantavo O Grilinho
Gri Gri, Gri Gri No Seu Buraquinho.
II
“Velosa Aldeia sem par… Antiga Vila de outrora
Quem de ti se aproximar… Nunca mais se vai embora.
Tudo que é teu tem encanto…Tudo o que tem nos sorri
Tivestes herõis de um santo… Que a vida deram por ti.
O teu povo numa prece… Cheio de crença e fervor
Ainda hoje enaltece… O bom do Santo Prior.
Às portas da Penhadeira… Arvorão do seu pendão
A tua gente altaneira… Venceu o Rei de Leão.
Banhas os pés na Ribeira… Onde te miras Airosa
E limpa-tos a Lameira… Com toalhas veludosas.
És como Princesa encantada… És minha mãe meu aconchego
Em teu Trono reclinada… És a coroa do Mondego.”

III
Ai Velosa Nossa Aldeia Linda…
Numa Graça Infinda que a tudo seduz…
Foi Deus que no seu Amor….
A Encheu de Luz …e a Banhou de Cor
É Pobre mas que importa….
Se é para nós a mais bela…
Mas em nossos pensamentos…
Não há outra como ela
É Pobre em Monumentos
A Nossa Aldeia Singela
Mas em nossos pensamentos
Não há outra como ela.
No Alto da Freguesia
P’ra Santa Ana Orar
Há uma linda Capelinha
Pequenina a Branquear.
IV
“Minha Terra é Velosa, bonita e hospitaleira
Bem situada e airosa no vale da Penhadeira.”
“E na Serra em frente, de muitas maneiras
Prende toda a gente, as Abitoreiras.”
“Velosa Aldeia sem par… Antiga Vila de outrora
Quem de ti se aproximar… Nunca mais se vai embora.
Tudo que é teu tem encanto…Tudo o que tem nos sorri
Tivestes heróis e um santo… Que a vida deram por ti.
O teu povo numa prece… Cheio de fé e fervor
Ainda hoje enaltece… O bom do Santo Prior.
Banhas os pés na Ribeira… Onde te miras Airosa
E limpas-te na Lameira… Com toalhas veludosas.
Às portas da Penhadeira… Arvorão do seu pendão
A tua gente altaneira… Venceu o Rei de Leão.
És como Princesa encantada… És minha mãe meu aconchego
Em teu Trono reclinada… És a coroa do Mondego.”

Toponímia

Agrassam: de campo ou terra cultivada.
Pioneiro: aquele que primeiro desbravava terras incultas.
Val dos Temidos: qualquer ocorrência que deu lugar à impressão de terror ou medo.
Camalhão: pequena camada de terra elevada.
Avenadas: derivará de avena, pequena flauta pastoril ou pífaro.