Vale de Azares

Freguesia de Vale de Azares

População: 400

Dista da Sede de Concelho: 7 km

Área: 947 ha

Festividades

Nossa Sr.ª de Azares (2ª feira de Páscoa)
Festa do Emigrante (15 de Agosto)
Festa de S. Brás (3 de Fevereiro)

Património

Infra-estruturas educativas
Escola Primária de Vale de Azares
Jardim de Infância de Vale de Azares

Infra-estruturas de saúde
Posto Médico

Infra-estruturas sociais desportivas e culturais
Sede da Junta de Freguesia
Associação Cultural de Vale de Azares
Associação de Melhoramentos de Vale de Azares - responsável pelo antigo Centro de Dia, agora transformado em Lar de Idosos
Grupo Desportivo de Vale de Azares - Campo de Futebol e de muitas actividades (incluindo o passeio de Moto4) realizadas ao longo do ano
Forno Colectivo - um por cada anexa
Polidesportivo descoberto

Locais a visitar
Igreja Matriz - Largo da Igreja
Capela de Nª. Sra. Azares
Capela de Sta. Eulália - Capela Sto. António
Capela de S. Brás - Capela S. Tiago

Notas Históricas

Constituída por quatro aglomerados populacionais – Fonte Arcada, Mourilhe, Soutinho e Grichoso – era até à pouco tempo uma das freguesias mais populosas do concelho de Celorico da Beira. Hoje tem pouco mais de 500 habitantes. Rodeada pelas freguesias da Rapa, Cadafaz, Vide-Entre-Vinhas, os seus aglomerados formam um belo conjunto. Mergulhada no vale que outrora se designava Vale de Flores, passou a designar-se Vale de Azares pela tragédia sofrida pela família de um fidalgo, que vivia neste Vale ou pela existência de uma capela cuja “senhora” adoptou mais um nome, desta feita um pouco abonatório – Azares.
Distando 7 km da sede de concelho, Vale de Azares é servida pela EM 557, que serve também outras freguesias do concelho (Rapa, Cadafaz, Prados).
Existia aqui um solar – o Solar dos Amarais ( hoje Solar do Mondego ), que foi transferido, pedra por pedra, para os limites da freguesia da Lageosa do Mondego.
Inserido no Parque Natural da Serra da Estrela, a freguesia de Vale de Azares é uma freguesia agrícola em que a produção de hortícolas, árvores de fruto, azeite, mel e queijo artesanal têm uma certa importância.
A indústria instalada na freguesia pertence ao sector dos lacticínios e é uma importante fonte de emprego da população, criando mais de vinte postos de trabalho directos, com a produção do queijo “tipo serra”.
Terra de artesãos e de antigas profissões como a de alfaiate, sapateiro ou carpinteiro, vê hoje reconhecido o valor de um dos seus filhos, que na arte da cestaria de lâminas de castanheiro, faz cartão de visita da freguesia.
Vale de Azares, terra rica em cultura e tradição, é responsável pela Banda Filarmónica de Vale de Azares, que há mais de 30 anos faz soar os seus instrumentos por toda a região da Serra da Estrela e por todo o País.
A sua actividade cultural e gosto pelas artes levaram os seus habitantes a editores, no jornal “O Basófias”, já extinto. Nome, aliás, pelo qual também são conhecidos na região os habitantes da freguesia.
O teatro foi ainda outra actividade que entreteve, até há pouco temo, as gentes da freguesia.

Sobre a origem do nome…

Havia um fidalgo que vivia num castelo no Vale de Flores (antiga designação de Vale de Azares).
Viviam no castelo o fidalgo e a sua mulher mais dois filhos, um rapaz e uma rapariga, felizes e em perfeita harmonia.
O seu filho, chegou à idade de namorar e “colher” amores, e arranjou uma nova namorada num lugar ao fundo do Vale designado sítio do Ral, onde ia todos os dias, ver a sua amada, por um caminho que percorria a cavalo.
Num dos dias, quando se dirigia veloz ao sítio do Ral para ver a noiva, o cavalo assustou-se e caiu, batendo o jovem fidalgo com a cabeça numa pedra, morrendo de seguida. Tal facto, foi a origem de fatídicos acontecimentos pois a mãe do jovem desgostosa com o sucedido enlouqueceu de dor, e a irmã do jovem precipitou-se de uma janela, tendo morte imediata.
O fidalgo, pai dos jovens, desgostoso, mandou arrasar a sua casa, o castelo, e mudou o nome ao vale, que de Vale de Flores, passou para Vale de Azares.

A preocupação com o ensino…

Vale de Azares foi a primeira freguesia do Concelho que teve cantina escolar graças à generosidade dos dois irmãos, Alfredo e José Alberto dos Reis, que ofereceram 200 000$00 ao Ministério da Educação Nacional para o seu funcionamento em edifício próprio inaugurado em 1954.