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O Presidente da Câmara Municipal de Celorico da Beira, Carlos Ascensão, assinou o protocolo de Colaboração Técnica e Financeira com o Fundo Ambiental, representado pela Presidente do Conselho Diretivo da Agência para o Clima, Maria do Rosário Gama M. S. de Sousa Sequeira, para execução do projeto do Parque Agraecológico de Celorico da Beira, numa cerimónia que teve lugar nesta quinta-feira, 1 de outubro, pelas 15H10, na sede da APAL-SIM, Águas Públicas em Altitude, na Guarda, com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
Com a assinatura deste Protocolo, o Fundo Ambiental disponibiliza uma verba de 500 mil euros, para o arranque da execução do Parque Agroecológico de Celorico da Beira, projeto de Resiliência e Restauro da Natureza em área urbana, orçamentado em cerca de seis milhões de euros.
Neste dia, também a APAL-SIM, Águas Públicas em Altitude e os municípios da Guarda e de Fornos de Algodres, viram assinados/homologados os seus projetos estruturantes de desenvolvimento sustentável, relativos a recursos hídricos, resíduos, conservação da natureza e biodiversidade e adaptados às alterações climáticas, enquanto garantes da tradição, genuinidade e autenticidade que caracterizam a região, e impulsionadores de uma economia verde e sustentável.
Enquadrado nas políticas de valorização ambiental, do Município e do país, o Parque Agroecológico de Celorico da Beira objetiva a revitalização e dinamização da malha urbana, apostando numa conjugação entre a preservação do passado e suas tradições e a
resposta às exigências do futuro por forma a garantir a sustentabilidade ambiental.
Trata-se de um projeto de requalificação de um espaço urbano, com uma área de 6,4 hectares, distribuída por 3 parcelas, devidamente limitadas e fisicamente separadas pela Rua do Serrado e pela N102, destinado à promoção de produtos agrícolas, livre de agrotóxicos, fomentador da sustentabilidade do planeta. Por outro lado, constitui também uma solução de limpeza, embelezamento e a construção de um sítio de socialização e lazer, destinado a todas faixas etárias da população residente e visitantes.
No âmbito da candidatura, o Parque Agroecológico constituirá um novo espaço público recreativo e pedagógico ambiental, onde serão criadas hortas pedagógicas/comunitárias que irão garantir uma estrutura vegetal qualificada e sustentável, protetora dos ecossistemas e adaptada às condições naturais e alterações climáticas, com predominância de árvores autóctones, além de conceber espaços como a Casa Terra destinados a workshops e comercialização de produtos agrícolas locais. O espaço vai contar com 38 lugares de estacionamento, incluindo 2 para mobilidade reduzida, e será equipado com mobiliário urbano e iluminação funcional e eficiente energeticamente
No que concerne à vertente recreativa, a população vai poder desfrutar de um novo espaço público de socialização e convívio, dotado com diversas infraestruturas, a saber: uma piscina exterior, com acessos fáceis, bar, cafetaria, WC, balneários e uma área de estar, além de diversas zonas para eventos.