O Centro Cultural de Celorico da Beira recebeu, esta sexta-feira, dia 2 de outubro, a mini-ópera “O que é a Ópera – Um espetáculo Pertencioso”, uma criação do grupo Quarteto Contratempus.
O espetáculo reuniu música, teatro e humor, numa proposta que procurou desmistificar a ideia de que a ópera era um género elitista, mostrando que esta expressão artística podia ser vivida e apreciada por todos.
Em palco, a história centrou-se na Associação Cultural e Recreativa Espelho de Narciso, uma companhia de teatro amador que, sob a direção do Dr. Crispim Narciso, perseguia o sonho de criar uma ópera e de revelar ao mundo a voz da sua filha, Almerinda.
Para concretizar esse objetivo, foram abertas audições destinadas a encontrar um novo cantor que se juntasse ao pequeno núcleo musical da companhia, constituído pelo próprio diretor, clarinetista, pela jovem soprano Almerinda e por uma violoncelista recém-chegada à vila.
No dia das audições, surgiu apenas um candidato: Orfeu, o lendário herói eternizado por Ovídio, Monteverdi e Gluck.
Ao perceber que, para aquela companhia, a ópera parecia resumir-se a tradições e clichés, Orfeu decidiu desafiar os seus elementos com novas ideias e outras possibilidades de criar e viver este género musical. Ao mesmo tempo, encontrou em Almerinda algo que lhe recordava a sua amada Eurídice.
Recorrendo aos mecanismos da própria ópera tradicional — entre o disfarce, o engano e o lirismo —, Orfeu procurou agitar a pequena companhia e aproximar-se de Almerinda.
Entre música, representação e momentos de humor, “O que é a Ópera – Um espetáculo Pertencioso” levou o público numa viagem divertida pelo universo da ópera, mostrando que esta arte podia estar muito mais próxima de todos do que os preconceitos habitualmente sugeriam.







