DESCRIÇÃO FÍSICA


Área
795 ha

População total - Censos 2001

Indicador

Período

Unidade

Variação

1991

2001

%

População Presente HM

123

186

indivíduos

51,2

População Presente H

64

91

indivíduos

42,2

População Residente HM

122

204

indivíduos

67,2

População Residente H

62

105

indivíduos

69,4

Famílias

42

75

78,6

Alojamentos

100

127

27.0

Edifícios

100

125

25.0

Instituto Nacional de Estatística

Distância à sede de concelho
13 Km

Infra-estruturas educativas
Escola Primária da Rapa
Infraestruturas de saúde
Posto de Saúde (inactivo)

Infra-estruturas sociais desportivas e culturais
Sede de Junta de Freguesia
Sala de Espectáculos
Forno Comunitário
Grupo de Teatro de Furtado Mendonça

Locais a visitar
Igreja Matriz
Capela dos Sousa de Almadas
Fonte dos Namorados
Pedra que Abana
Castro Monte Verão

DESCRIÇÃO HISTÓRICA


Situada na costa do planalto Beirão, a Rapa aparece com todo o seu encanto na Estrada Municipal n.º 557, que liga a Celorico da Beira.
A freguesia da Rapa é constituída unicamente pelo aglomerado populacional do mesmo nome, confrontando a Norte e a Oeste com as freguesias de Lajeosa do Mondego, Vale de Azares, Cadafaz e Prados no concelho de Celorico da Beira, e a Sul e Este com as freguesias de Mizarela e Aldeia Viçosa no concelho da Guarda, ficando no extremo do concelho de Celorico da Beira.
Tendo por perto o castro de Monte Verão, a Rapa terá tido a sua origem nas imediações dessa primitiva povoação fortificada habitada por povos ancestrais.
D. Dinis, teve aqui aldeias e casais que doou a um clérigo por serviços prestados à nação. Foi um priorado da apresentação do Marquês de Gouveia e do padroado real.
Dizem os antigos que a Rapa teve outra designação, que dava pelo nome de Vila de Rodalhos (Vila Quinta Romana, significando "rodalho", um disco de madeira com o qual se modelam peças de louça). Como e porquê terá deixado de ser Vila dos Rodalhos, não se sabe.

A freguesia da Rapa possui no presente, um dinamismo de algum modo invejável por muitos aglomerados do Maciço da Serra da Estrela.
O teatro, com tradições de há mais de cem anos, é o orgulho dos seus habitantes, fazendo "subir o pano" na freguesia e em redor dela. Fundado pela "Poetisa das Beiras", D. Maria José Furtado Mendonça, natural da Rapa, que se escreveu com Camilo Castelo Branco e autora do livro "Flores de Inverno", bem como dos dramas que o teatro da Rapa tem levado à cena: "Ressureição de Cristo", "Sto. António" e "S. Sebastião", e as comédias: "Corrida do Galo" e "Guarda Sol".

O sector primário é a actividade que absorve a maior parte da população activa da freguesia. A olivicultura é dentro do sector uma actividade com algum peso, e a testemunhá-lo está o lagar da Rapa, ainda hoje a laborar, rodeado de uma animação que se repete anualmente, produz do melhor azeite da região.
A Rapa, como freguesia da Serra da Estrela, é também uma das freguesias responsáveis pela produção do bom queijo da Região, existindo vários produtores e queijarias devidamente credenciadas.
Outras profissões, algumas bem antigas, como a de sapateiro, carpinteiro e serralheiro, ou outras mais modernas como a de pintores e electricistas são também actividades a que se entregam as gentes desta terra. A construção civil é ainda outra actividade que absorve mão de obra desta freguesia.
A freguesia apresenta ainda condições suficientemente atractivas para a fixação de casais jovens, responsáveis pelo aumento de crianças e jovens da Rapa, alterando deste forma um destino que há pouco tempo parecia irreversível.
Aldeia rica em tradição oferece ainda ao visitante a sua tipicidade graças às suas gentes e actividades, como as lagaradas ou os tradicionais jogos populares nas tardes de Domingo.

FESTAS E FEIRAS


Festividades                                                                                                                   
Festa de Sto. André (30 Novembro)
Festa de Nª Sra. do Rosário (Romaria dos rebanhos)

LENDAS E TRADIÇÕES


Hino da Rapa
(Coro)
Eis a Rapa, eis a Rapa sem rival
Sempre altiva e pronta a vencer
É o orgulho sempre vivo e sem igual
Sabendo cumprir o seu dever

Rapazes e raparigas
A compasso e com pé leve
Cantai as nossas cantigas
Ou ninfas Brancas de Neve

Pelos vales pelas serras
Por caminhos escabrosos
Acorrem à nossa terra
Nestes dias jubilosos.

Lenda da Pedra que abana

Havia um senhor que tinha umas cabras, no tempo em que na Rapa não havia oliveiras mas sim castanheiros em abundância.
Como no vale existia grande quantidade de oliveiras, os habitantes da Rapa foram pouco a pouco substituindo os soutos por Olivais. Assim que os proprietários plantaram Oliveiras proibiram o homem de entrar com as cabras ao povoado, então o homem, chamado Roldão, fez um grande penedo que murou para poder deixar as cabras.

OUTROS ASPECTOS - TOPONÍMIA


Topónimos

Vários: Monte Verão, Souto dos Rodalhos, Entregias.

Fervença: deriva do barulho das águas em cachão e da fumarada que levantam, semelhante ao vapor de água a ferver.