A sul de Celorico da Beira, a 13 km na estrada da Beira (EN-17), fica a Carrapichana, que se espraia pela mesma estrada, deixando no centro um espaço destinado ao mercado.
Situada num dos extremos do concelho, a Carrapichana confronta com Linhares e Mesquitela no concelho de Celorico e Figueiró da Serra, Vila Cortês da Serra e Vila Ruiva, pertencentes ao concelho de Gouveia.
Servida pela EN-17, tem acessos fáceis para outras localidades como Gouveia, Seia, Celorico, Viseu e Guarda e dali pode também partir-se para grande parte de outras localidades do concelho como Linhares, Assanhas, Prados e Salgueirais, pela EM-555, ou para a Mesquitela pela EM-554.
Sobre a origem do nome diz-se (lenda que talvez nem o chegue a ser!) que se deve a uma mulher particularmente apreciadora do melhor produto da uva. Num tom de escárnio, os seus conterrâneos ao oferecerem-lhe um copo exclamavam: “escorropicha, Ana!”. Com o tempo transformar-se-ia em Carrapichana... Á falta de melhor!
O princípio da fundação da Carrapichana data do século XVIII, sendo pertença de D. João V. Até 1855, pertencia à comarca de Linhares, extinta nessa data. Carrapichana conheceu parte do seu desenvolvimento graças ao mercado que aí se realiza.
Na toponímia da aldeia encontramos muita da sua história. A Rua da Amoreira é assim chamada por causa duma velha árvore deste género que nela existiu até há cerca de 50 anos e que juntamente com outras da mesma espécie, contribuía parar a criação do sirgo, alimentando uma indústria florescente que muito valorizou a região e a obra de Pombal. Tal como esta, outras indústrias que se exerceram nesta região, caíram ao abandono.
Terá existido na Carrapichana um antigo monumento fúnebre (Anta), atribuído aos Celtas. Mas o tempo ou outro factor, foram responsáveis pelo seu desaparecimento.
Porém, nos lugares da Cabrieiras e Moitas, existem, cavadas nas pedras, duas sepulturas antigas.
O penedo, Pedra da Escusa, era o lugar onde eram arrematados os baldios, pertencentes à comarca de Linhares.
Hoje, a Carrapichana é um local conhecido por toda a região pelo importante peso nas transações agrícolas regionais. É neste mercado quinzenal, que grande parte dos negociantes de gado vêm abastecer-se de borregos e pequenos ruminantes.
O queijo, é um outro produto de importância, ali comprado e vendido. Ao nível do
queijo, pode mesmo dizer-se que o "Mercado da Carrapichana'' é um dos melhores da região, estando em terceiro lugar, logo a seguir aos mercados de Celorico da Beira e Fornos de Algodres. Pode por isso considerar-se o "Mercado da Carrapichana'' o pólo dinamizador, em torno do qual gira a comunidade agrícola da freguesia e da região.
Com uma população envelhecida, a freguesia da Carrapichana vê empregar-se as suas gentes principalmente na agricultura e na construção civil.
A economia agrícola da freguesia assenta na exploração de pequenos ruminantes e suas crias, no fabrico de queijo, na produção de batata e na olivicultura, que muito contribui para o tão afamado azeite da região.