DESCRIÇÃO FÍSICA
Área
853 ha
| População total - Censos 2001 |
Indicador |
Período |
Unidade |
Variação |
1991 |
2001 |
% |
População Presente HM |
207 |
145 |
indivíduos |
-30.0 |
População Presente H |
97 |
64 |
indivíduos |
-34.0 |
População Residente HM |
217 |
164 |
indivíduos |
-24,4 |
População Residente H |
102 |
76 |
indivíduos |
-25,5 |
Famílias |
74 |
69 |
nº |
-6,8 |
Alojamentos |
153 |
159 |
nº |
3,9 |
Edifícios |
152 |
158 |
nº |
3,9 |
Instituto Nacional de Estatística |
Anexas
Souto Moninho
Distância à sede de concelho
12 Km
Infraestruturas educativas
Escola primária de Cadafaz
Infraestruturas sociais desportivas e culturais
Sede de Junta de freguesia
Campo de Futebol de Cadafaz
Locais a visitar
Igreja Matriz
Fonte de Belém
Vista panorâmica (Souto Moninho)
DESCRIÇÃO HISTÓRICA
Esta povoação está assente a meia encosta dum monte, o Planalto Beirão, ramificação da Serra da Estrela, na margem esquerda do rio Mondego, podendo já incluir-se na região serrana que se distingue sobremaneira da do Vale do Mondego, distanciando 12 Km da sede do concelho. Assim descreve a poesia:
Cadafaz está no meio
De Vale d’Azares e Prados
Rapa e Souto Moninho
São os guardas dos dois lados.
Inserida na região da Serra da Estrela, Cadafaz é uma das 22 freguesias de Celorico da Beira, mergulhada no centro do concelho e circundada pelas freguesias da Rapa, Prados, Salgueirais, Vide-Entre-Vinhas e Vale de Azares. Servida pela Estrada Municipal nº557, que a liga a Celorico da Beira e Lajeosa do Mondego, daqui se pode chegar à Rapa e Prados.
Sobre a origem do toponímio Cadafaz, paira a incerteza. Contudo, dizem os antigos, que provavelmente terá resultado do facto de os primeiros habitantes conhecedores da arte de carpintaria, e aproveitando os castanheiros existentes, construíram cada um a sua própria casa, tendo contribuído para gerar o comentário pelas terras vizinhas: “cada um faz”... Derivando daí o nome do lugar. Outra hipótese explicativa relaciona o nome com o vocábulo homógrafo do idioma malhorquino, que designa andaimo, armação de madeira, tribuna ou cadafalso. A origem Provençal do referido idioma confere alguma veracidade á hipótese e talvez haja analogia entre o Cadafaz português e o Cadafaz malhorquino.
O Cadafaz, outrora curato, pertencente ao Padroado Real, tinha a sua Igreja edificada num local diferente do actual, no sítio das Hortas, tendo sido posteriormente transladada para o actual lugar, devido a uma praga de formigas que invadiam o sacrário. Enquanto a Igreja estava a ser reconstruída, o seu espólio religioso foi albergado na Igreja da Rapa.
Hoje a freguesia de Cadafaz tal como muitas outras do concelho, coabita com a ausência de população jovem, vendo as suas casas e ruelas povoadas por pessoas idosas.
Os activos da freguesia retiram da construção civil, duma agricultura de subsistência e da pastorícia, o sustento familiar. Esta última, é talvez a actividade mais importante da freguesia, pois contam-se aproximadamente 800 ovelhas distribuídas por 12 rebanhos, as quais produzem matéria-prima para a produção artesanal do tão conhecido - Queijo da Serra da Estrela.
As oliveiras, são hoje, as árvores que predominam na paisagem, ocupando um pouco o espaço que outrora pertenceu aos castanheiros e seus reconhecidos soutos.
FESTAS E FEIRAS
Festividades
Festa de S. Sebastião
(2º Domingo de Agosto)
LENDAS E TRADIÇÕES
Lendas e Tradições
Águas e quezílias
Quando os de Cadafaz resolveram fazer uma levada, os senhores, da Rapa, reclamaram a água, queixando-se ao Tribunal. Então, as gentes de Cadafaz improvisaram um moinho com uma roda de carro de bois . Quando os juizes do Tribunal vieram verificar o local a fim de se pronunciarem sobre a causa, encontraram pelo caminho, mulheres que levavam sementes e faziam a farinha .Perguntando os juizes, às mulheres que iam e vinham, estas lhes responderam que vieram do moinho, enganando assim os juizes que se pronunciaram a favor dos de Cadafaz, visto que a levada tinha como objectivo o funcionamento do moinho.
Este episódio não teria agradado muito aos da Rapa que teriam ficado com um crucifixo de Cristo, aquando da mudança da Igreja de Cadafaz, do lugar das Hortas, para o actual lugar.
Porém, uma outra história, conta que numa Festa do Santíssimo, realizada rotativamente pelas paróquias da Diocese da Guarda, e que nesse ano teve lugar na Rapa, os da Rapa pediram aos do Cadafaz a custódia, que se encontrava em melhor estado de uso, que a deles.
Como os da Rapa perderam a causa da água por uma artimanha, sentiram-se ofendidos, não restituindo a custódia aos do Cadafaz.
OUTROS ASPECTOS - TOPONÍMIA
A aldeia anexa de Souto Moninho
Segundo o Prof., Ramos de Oliveira, é uma anexa desde 1816, assim chamada em razão dum indivíduo deste nome ali possuir outrora vastas propriedades ou, como pretendem outros, em alusão ás terras de baldio que havia no seu termo e que o povo denominava “Maninhos”. Este termo, segundo Cornu, deriva de “Mannus”: o garrano. Á primeira vista mal se compreende a relação entre as duas coisas, mas se considerarmos o costume de criar manadas de garranos, a raça cavalar típica da região, nesses locais, facilmente se compreenderá que o animal denominou as terras, onde se criava.
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