DESCRIÇÃO FÍSICA


Área
957 ha


População total - Censos 2001

Indicador

Período

Unidade

Variação

1991

2001

%

População Presente HM

308

359

indivíduos

16,6

População Presente H

155

165

indivíduos

6,5

População Residente HM

316

373

indivíduos

18.0

População Residente H

162

171

indivíduos

5,6

Famílias

114

142

24,6

Alojamentos

197

256

29,9

Edifícios

192

254

32,3

Anexas
Aldeia Rica
Distância à sede de concelho
10 Km
Infraestruturas educativas
Escola Primária de Açores
Escola Primária de Aldeia Rica
Jardim de Infância de Açores

Infraestruturas sociais desportivas e culturais
Associação Cultura, Desporto e Melhoramento de Açores
Associação de Melhoramentos de Aldeia Rica
Campo de Futebol de Aldeia Rica
Sala de Espectáculos dos Açores
Centro de Dia de Açores
Locais a visitar
Largo - Pelourinho- Cruzes
Solar dos Baptistas - Solar dos Cabrais
Solar dos Cardeais - Forca - Cadeia
Sra. da Agonia - Fonte de Mergulho
Pedra dos Mouros - Igreja Sra. do Açor

DESCRIÇÃO HISTÓRICA


Antiga vila, Açores conserva ainda traços da sua longevidade. Situada a Nordeste de Celorico da beira, confronta com freguesias do Baraçal, Velosa, Ratoeira e Lajeosa do Mondego no concelho de Celorico da Beira e Vila Cortês do Mondego e Sobral da Serra no concelho da Guarda.
Outrora designada por Freixial, a actual designação deriva da ave com o mesmo nome, associada aos mitos em torno da Senhora do Açor. A freguesia é constituída pelos aglomerados de Aldeia Rica e Açores.

Açores terá sido uma importante fortificação antiga, tendo sido identificado o castro de Açores, tendo a actual aldeia sido edificada a partir do castro existente ou expandindo-se em seu redor. Pode assim inferir-se com alguma segurança que constituiu um importante santuário dos visigodos, um dos povos “godos”  (chamados bárbaros) que dominaram grande parte da Península nos séculos VI e VII d.C.. Encontra-se sepultada na Igreja uma princesa visigoda – Suintiliuba –, datada de 666 d.C. (704 era de César).
Na medievalidade, dividia-se em duas partes: a vila que se governa conforme a sua jurisdição e a lameira à qual pertenciam os lugares da Aldeia Rica e Massa. Em 1758 tinha 10 fogos com uma população de 10 homens e 13 mulheres.

A freguesia de Açores tem vindo a perder população, fruto da emigração para países como os Estados Unidos da América, Suíça e França, principalmente. Os que ficaram retiram principalmente à construção civil e ao comércio de produtos agrícolas, o sustento do dia a dia.

A produção da batata e a pecuária, com o seu expoente máximo no famoso queijo de ovelha, constituem a base da actividade agrícola. O presunto também tem grande importância na freguesia, sendo o lugar de Aldeia Rica o principal responsável pela produção de queijo e presunto na freguesia.

A aldeia desenvolveu-se a partir de um amplo e muito agradável espaço verde – o Largo de Açores. Situado à entrada da aldeia (no sentido da Lajeosa), o largo recebe o visitante através de “corredores” delimitados por belas árvores de copa imponente que desembocam no Largo do Pelourinho e Solar dos Cabrais. Assume também este largo o papel de palco principal das festas e eventos que preenchem o calendário local. Serve ainda de pano de fundo à realização do mercado mensal no qual se transacciona grande variedade de produtos.
Em suma, a terra de Açores que outrora foi uma relevante vila é hoje aldeia importante pelo seu importante largo, património histórico-cultural que nos faz a todo o momento recuar no tempo.

FESTAS E FEIRAS


Festividades
Festa da Sra. do Açor (2ª feira de Pentecostes)
Romaria à Sra. do Açor
(10 dias após o Pentecostes)
Festa da Sra. Assunção (15 de Agosto)
Festa de Sto. António (13 de Junho)

Feiras e Mercados
Anual - Feira de Gado (5ª feira da Ascenção)
Mensal - terceiro sábado

LENDAS E TRADIÇÕES


A lenda da Senhora do Açor

"O Açor e o Pagem“
Um rei cristão que veio de longe em peregrinação à senhora do Açor fazia-se acompanhar por um pagem que em determinada altura, segurava um açor destinado à caça de altanaria . Porém, o pagem descuidou-se e a ave fugiu das suas mãos pelo que irritou grandemente o monarca, que de pronto sentenciou que lhe fosse cortado um braço . O seu criado vendo-se aflito, pediu auxilio à Senhora que atendeu o pedido do pagem fazendo com que o açor viesse de novo pousar milagrosamente no braço do criado, safando-se este da mutilação .
“A lenda do aparecimento da Senhora ao Rústico da Vaca"
Havia um pastor que ia a passar com uma vaca num largo, que antigamente existia, junto ao edifício escolar; pelo que a vaca se assustou, desviando-se do trilho de pedra, que permitia a travessia, indo cair no largo, pelo que o pastor na impossibilidade de salvar a vaca, invocou a Senhora, que fez com que as águas se separassem e eles pudessem sair do lago .

 “A lenda da Batalha da Penhadeira"
Em 1187, um poderoso exército castelhano, entrou em Portugal, invadindo e apoderando-se de vários castelos beirões. Quando estavam já em retirada foram surpreendidos por um pequeno exército, chefiado pelos alcaides de Trancoso e Celorico da Beira, que com ajuda da virgem venceram os castelhanos, nessa noite em que a Lua e as Estrelas deram mais brilho.
Desta lenda surgiu a romaria à Senhora do Açor.

“A tradição das carrascas"
O culto fálico tinha até a algumas décadas uma certa “vitalidade”, porque no sítio das carrascas existe uma pedra grande (laje) para “escorregar”, onde as raparigas desciam sentadas numa giesta e segundo a posição em que ficavam, assim supostamente descortinariam o seu futuro.


OUTROS ASPECTOS - TOPONÍMIA


Toponímia

Topónimos religiosos: calvário.
Zoologia: pombal, raposeira.
Instituições:
Dordem: propriedades outrora pertencentes à Ordem dos Templários, que teve domínio directo nestes lugares, conforme se depreende das Inquirições de D. Dinis.
Tapada da Cadeia: existiu nesta antiga vila prisão, apontando-se ainda até há poucos anos a casa destinada a esse fim.
Sangalhos: antiga medida de pão que constava de cinco celamins.
Indústria:
Panela: lugar em que se encontraram milhares de pedaços de tégula e outros fragmentos de cerâmica, remontando ao domínio romano.
Várias:
Barreto: os Barretos de Góis tiveram aqui importantes propriedades, sendo senhores da casa Solarenga da Lameira.
Vale do Fojo: nos documentos medievos aparece muitas vezes a frase: fogio lopale fogium de lupo.